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Internet na tomada

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Louys 10
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MensagemAssunto: Internet na tomada   Sab Maio 16, 2009 8:40 pm

Essa opção está sendo oferecida por companhias elétricas. Vale a pena?


Até o final deste ano, os usuários de internet do Brasil poderão
contar com uma nova maneira de se conectar: a tomada. No mês de abril,
a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou uma
regulamentação que libera a internet rápida
por meio da eletricidade. A tecnologia é conhecida como PLC, sigla em
inglês para comunicação pela linha elétrica. Esse pode ser um grande
passo na expansão da banda larga no Brasil, pois a rede elétrica
alcança quase todas as regiões do país. E, para quem já tem outra forma
de acesso, vale a pena trocar?


A resposta depende de suas necessidades. A principal vantagem da
tecnologia pela tomada é a existência de rede elétrica em quase todos
os lugares. Por isso, não é necessário que técnicos instalem fiações de
telefone
ou cabos de TV na casa dos usuários. Depois que o sinal da conexão é
liberado, basta conectar um modem específico a qualquer tomada da casa
para que aquele ponto de energia se transforme também num ponto de
conexão à rede de computadores. O modem é portátil. Parece um desses
carregadores de bateria de celular. Pode ser trocado de tomada conforme
a necessidade do usuário, uma flexibilidade que não existe na internet
a cabo ou por telefone. Em testes fechados que a AES Eletropaulo
Telecom está realizando em 150 domicílios de São Paulo, a conexão por
rede elétrica tem registrado boas velocidades tanto para baixar quanto
para transmitir arquivos (compare no quadro abaixo) .


A ideia de usar a rede elétrica para transmitir informações é
surpreendentemente antiga. Nos anos 1930, algumas companhias de energia
japonesas começaram a pesquisar como usar os próprios fios para levar
os dados sobre o consumo de energia a cada residência, para facilitar o
monitoramento e a cobrança. Pelas dificuldades técnicas, apenas um
volume de dados pequeno podia ser transmitido. A tecnologia avançou nos
últimos dez anos, graças a pesquisas feitas principalmente pela
companhia estatal de eletricidade da França e pela empresa de
comunicação suíça Ascom. Hoje, a tecnologia é mais difundida nos
Estados Unidos, na Espanha, na França, na Índia e na China. Só no ano
passado, foram vendidos 5 milhões de adaptadores para internet na
tomada no mundo.


Para Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom,
essa pode ser uma opção para alcançar uma parte da população brasileira
que não é atendida pelos serviços existentes hoje – que vão desde
conexão por satélite para lugares remotos até o WiMax, distribuído
coletivamente por grandes antenas na rua em alguns centros urbanos.
“Apesar de existirem todas essas tecnologias, ainda temos no Brasil, em
geral, dificuldade de acesso a banda larga”, afirma Vernaglia. Segundo
dados do Ibope Nielsen Online, apenas 15% da população tem internet de alta velocidade
em casa. Entre os serviços disponíveis hoje, os principais são a linha
telefônica e o cabo, que somam mais de 90% dos usuários. Ambos dependem
da instalação de redes próprias para comunicação, o que exige
investimento pesado em infraestrutura para expandir a abrangência dos
serviços. É com essas opções que a internet pela tomada deverá
concorrer.


Por outro lado, a linha elétrica é compartilhada entre os usuários.
Isso significa que, quanto mais pessoas estiverem conectadas ao mesmo
tempo, menor será a velocidade da internet. Além disso, a conexão
também pode sofrer interferência de outros aparelhos ligados na rede
elétrica. A velocidade pode cair se você ligar um secador de cabelo,
por exemplo. Segundo Vernaglia, a empresa testou filtros que impedem
essa interferência. A eficácia do sistema só poderá ser verificada
quando um número maior de usuários domésticos comuns optar pela
tecnologia. Por enquanto, são apenas testes. Nem a Eletropaulo nem a
Copel, companhia elétrica do Paraná, que também vai oferecer o serviço,
sabem ainda quais serão as velocidades e os preços para esse tipo de
conexão. Se as condições forem competitivas, essa forma de conexão
poderá massificar o acesso à internet de banda larga no Brasil.


Compare as várias opções de rede disponiveis no Brasil

http://epoca.globo.com/infograficos/574_internet.html


Fonte: Revistaepoca/Globo
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